terça-feira, 10 de setembro de 2013

Minicurso Filosofia Política: Apresentações (Atualizado)

Disponibilizo as apresentações dos dias 09, 10 e 11 do Minicurso de Filosofia Política:
a) Introdução ao minicurso;
b) Metodologia para análise da filosofia política de Éric Weil;
c) Vida e obra de Éric Weil;
d) Introdução à filosofia política de Éric Weil;
e) O pensamento político de Weil - Simões;
f) Moral em Éric Weil;
g) Conceito de moral e sua relação com a filosofia política - tópicos da moral (cap. 1) de Weil;
h) Concepção de Estado, Indivíduo e Sociedade em Weil;
i) Estado e suas relações com o Estado mundial.


Minicurso Filosofia Política

Disponibilizo material do Minicurso Filosofia Política:
1. Projeto do minicurso:
 Projeto do minicurso, referências (bibliografia) e esboço do artigo.

2. Na web:
Pensamento de Éric Weil.

3. Textos publicados:
A) A questão do estatismo hegeliano segundo Éric Weil - Daniel Benevides Soares;
B) Éric Weil e as relações internacionais- Evanildo Costeski;
C) Moral e cidadania - Um reflexão sobre a filosofia política de Éric Weil - Sérgio de Siqueira Camargo;
D) O Estado mundial como horizonte da filosofia política de Éric Weil - Judikael Castelo Branco;
E) O Estado mundial na filosofia política de Éric Weil - Jean Français Robinet;
F) O pensamento político de Éric Weil - Mauro Cardoso Simões;
G) Religião e política em Éric Weil - Sérgio Siqueira de Camargo;
H) O Estado mundial em Éric Weil - Evanildo Costeski.


4. Para procurar as dissertações coloque cada nome do autor ou do tema do trabalho no portal de teses e dissertações:
a) Dialética do Estado: Ação política na filosofia de Éric Weil - Francisco Waldério Pereira da Silva;
b) Violência e ação política em Éric Weil - Judikael Castelo Branco;
c) Agir razoável segundo Éric Weil - José Eronaldo Marques;
d) Ação no Estado em Éric Weil - Renato Silva do Vale.

Filosofia política de Éric Weil

A filosofia política de Éric Weil é uma obra com importantes significados para as discussões sobre o problema político. Apresento aqui a Introdução desta obra para que possamos entender de forma profunda a política.
INTRODUÇÃO-WEIL

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Religiões Indígenas

São inúmeras as manifestações religiosas dos indígenas do Brasil. Os primeiros contatos dos europeus já demonstraram que os indígenas já manifestavam religiosidades muito diversas.

Não havia respeito, por parte dos europeus, às manifestações culturais e religiosas, mas o conhecimento se dava no sentido de demonstrá-los como exóticos.

Nas condições iniciais os portugueses interessavam-se apenas pelo comércio. Às custas de muito sofrimento, os índios sofriam de todas as formas pelo contato de gente estranha. Sofriam por não entender o que estava acontecendo, com a doença trazida, guerra e escravidão.

O conhecimento acontece da maneira mais trágica possível. São destituídos da terra-mãe, arrancados dos locais comuns que frequentavam. Seus mitos são achincalhados, seus rituais considerados nocivos e coisa sem sentido. Os costumes desses povos foram profundamente modificados, enfim sua religião desconsiderada.




terça-feira, 26 de abril de 2011

Outras faces do cristianismo

A concepção cristã forjada no Brasil, desde seu começo no século XVI, revela faces divergentes. A sociedade portuguesa, em especial os burgueses em busca de atividades mercantis produtivas, procura no ultramar resposta às suas ansiedades. Em aliança com a estrutura da Igreja Católica, tal sociedade, estava ávida dos conhecimentos e aquisições que poderiam ter no contato com os povos das novas terras conquistadas.

Houve momentos históricos no cristianismo passados com pesar. Um deles certamente foi o fato de estar atrelado aos estados nacionais desde às invasões de europeus ao continente americano. Naquele contexto o reino de Portugal mantinha seus interesses econômicos pautados no mercantilismo.

A igreja católica pretendia angariar novos cristãos, fundamentada na noção de única forma de vida possível. Por outro lado, a concepção política com severa reserva a povos diferentes. Os indígenas ficaram extasiados com a forma de vida dos europeus, embora não compreendessem sua situação de desvantagem em relação às pretensões portuguesas.

Não sabiam, no entanto, o que lhes restariam do resultado de tal contato: Escravidão, trabalhos forçados, viagens para além do mar. O intuito de tornar estes povos cristãos, fizeram com que se abrisse portas para um verdadeiro genocídio.

Mesmo assim os indígenas resistiram e ainda resistem, procurando cultivar seu modo de vida, seus costumes, idiomas e religiões. Estas resistências é certo que iniciaram ainda na época dos aldeamentos. Através de fugas e pequenas rebeliões, os índios afrontavam os colonizadores. Os missionários aos poucos foram despertando novas ideias sobre a vida deles e passaram a apoiar, tanto que jesuítas foram expulsos por volta de 1750, pelo sistema pombalino implantado na época. A intenção do estado era "amansar índios" para poder dominá-los, o que não havia concordância de parte dos missionários.

O cristianismo aqui revela nova face. O de não mais escravizar índios, mas aproximar-se deles para catequizá-los, embora que reconheçamos que tal fato modificou em muito seus costumes. Em grande parte dos séculos XVIII e XIX, ora apoiando os povos indígenas, ora apoiando parte do estado, não houve ações unificadas da igreja católica em relação a estes povos. Com o desenvolvimento das ciências e especialmente das ciências sociais, dá-se início a estudos antropológicos mais profundos e com significados importantes para a valorização dos costumes indígenas.

O século XX, com conhecimentos mais específicos sobre estas populações e seus modos de vida, empreendeu-se melhores condições para respeito ao diferente. A igreja católica, pelo menos parte dela, passa a valorizar os indígenas, seus idiomas e seus modos de vida. Tendo a intenção, não mais de questionar sua forma de vida, mas de fortalecê-los, apoiando e de certa forma financiando a criação de movimentos sociais nativos, que pudessem fazer frente à demanda de direitos ainda não conquistados. No Brasil, a Constituição de 1988 foi marco importante no que se refere ao apoio destas conquistas. A questão religiosa indígena, tem novas chances, aqui com um cristianismo empreendido com outra face: aquele que respeita de forma integral os povos indígenas.